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Arquivo Municipal. Coliseu Micaelense
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À guarda do Arquivo Municipal de Ponta Delgada desde 2005 encontra-se o fundo documental do Coliseu Micaelense. Trata-se de documentação que retrata anos de atividade daquela que é a maior casa de espetáculos dos Açores.
O referido fundo tem sido alvo de intervenções ao nível da conservação e restauro dos documentos e também a nível de descrição arquivística como agora se disponibiliza naquela que é a descrição da mais ampla unidade arquivística, o fundo. |
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Código de referência: PT/AMPD/CLSMCLS/00
Titulo: Coliseu Micaelense
Datas: 1924 – 2002
Nível de Descrição: Fundo
Dimensão e suporte: 78cx.; 1mç; 3lv.; 31rl; 11m/l
Produtor: Coliseu Micaelense
História administrativa: Concebido pela empresa Santos & Companhia de António Pereira dos Santos, não só para projetar filmes mas também para oferecer ao público espetáculos de circo e teatro, começa a ser construído em 1912, o então “Coliseu Avenida”. Cinco anos mais tarde, no dia 10 de maio de 1917 é inaugurada a grandiosa obra que entretanto passara a pertencer à recém-criada Empresa Coliseu Avenida, Sociedade Anónima de responsabilidade Limitada, cuja direção era presidida por José Maria Raposo do Amaral.
Durante muitos anos o Coliseu serviu de palco a grandes eventos como o primeiro filme mudo “Os Vampiros” em 1917; a revista “Etc e tal” de Jorge Pereira e Dr. Castanheira Lobo também em 1917; bailes de carnaval com inicio em 1921; a projeção do primeiro filme sonoro em substituição do cinema mudo em 1932, entre outros. Nos finais da década de quarenta serviu de palco também a exposições de arte, festas escolares e matinées dirigidas aos mais novos.
O ano de 1950 marca o fim de um ciclo de existência do coliseu Avenida. Como consequência da fragilidade financeira que apresenta, o imóvel é vendido, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1950, data que coincide com a exibição da última fita, à “Sociedade Teatro Micaelense” dirigida por Francisco Luís Tavares através da Companhia de Navegação Carregadores Açorianos. Sofre obras de reparação e reabre com o nome de “Coliseu Micaelense”.
Em 1964 é criada uma nova sociedade gestora do então Teatro Micaelense – Cinaçor – da Fundação dos Botelhos de Nossa Senhora da Vida, na qual também se integra o Coliseu Micaelense. Durante as três décadas que se seguiram, a gestão do imóvel ficou a cargo de António dos Santos Figueira.
Na década de 90, o Coliseu apresenta graves problemas na sua estrutura física e a falta de recursos obriga a abrir portas apenas duas vezes no ano, na sexta e segunda feiras de carnaval para a realização dos grandiosos bailes que fazem parte da tradição micaelense.
Em 2001 a Cinaçor dá origem a duas novas empresas sendo uma gestora do Teatro Micaelense e a outra, denominada CM, Sociedade de Investimento Imobiliário, SA, gestora do Coliseu micaelense.
Em 2002, a Câmara Municipal de Ponta delgada adquire o imóvel. Procede a grandes obras de recuperação e finalmente em 2005, de “cara lavada”, a maior casa de espetáculos dos Açores reabre ao público. Desde então eventos como bailes de carnaval e réveillon, musicais, circos, entre outros são uma constante na agenda desta grandiosa casa de espetáculos que é o coliseu Micaelense.
História Custodial e arquivística: Toda a documentação produzida e recebida pelo Coliseu Micaelense durante a sua atividade ficou à guarda do mesmo. Contudo, e aquando da aquisição do Coliseu Micaelense pela Câmara Municipal de Ponta Delgada no ano de 2002, não só o edifício como também a documentação que aí se encontrava passou a pertencer a esta edilidade, tendo sido transferida para o Arquivo Municipal no ano de 2005.
Fonte imediata de aquisição ou transferência: Aquisição
Âmbito e conteúdo: Trata-se de documentação que resultou de anos de atividade daquela casa de espetaculos nomeadamente, folhas de bilheteira, correspondência recebida e/ou expedida com empresas cinematográficas, livros de balanços e balancetes, faturas, recibos, contratos, atas, circulares, relatórios de gerência, jornais, desenhos e plantas do edifício.
Sistema de organização: Por assunto e dentro deste por datas
Condições de acesso: Documentação pública
Condições de reprodução: Cópia
Idioma/Escrita: Português
Características físicas e requisitos técnicos: Bom estado de conservação.
Nota do arquivista: Descrição elaborada por Nélia Dias.
Fontes utilizadas para a História Custodial e arquivística foram:
ANDRADE, José. Coliseu Avenida – Símbolo de uma Geração. Coliseu Micaelense – Sociedade de Investimentos Imobiliários, S.A. Fevereiro 2005.
Sites consultados:
Coliseu Micaelense – disponível em http://www.coliseumicaelense.pt acedido em 11 dezembro 2012;
Teatro Micaelense – Disponível em http://www.teatromicaelense.pt/ acedido em 11 dezembro 2012.
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